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South Summit: Em um cenário maduro de tecnologia financeira, inteligência artificial traz oportunidades para novos entrantes

South Summit: Em um cenário maduro de tecnologia financeira, inteligência artificial traz oportunidades para novos entrantes

Tecnologia financeira no Brasil: em um cenário maduro, inteligência artificial e uso de dados trazem oportunidades para novos entrantes

Em painel no South Summit Brazil, representantes de Visa e Itaú BBA detalham o amadurecimento das tecnologias e os pré-requisitos para novos entrantes

O cenário macroeconômico brasileiro, especialmente a hiperinflação, induziu o setor financeiro a buscar soluções digitais e inovadoras. Isso deu origem a um segmento maduro, tanto em termos de tecnologia quanto em regulação, mas que ainda tem desafios para serem resolvidos por novos entrantes. Esse foi o panorama apresentado por nomes de Visa e Itaú BBA no painel “Transformação digital: abraçando a disrupção para o crescimento”, realizado nesta quinta-feira (21) durante a terceira edição do South Summit Brazil, em Porto Alegre (RS).

As tecnologias financeiras no país evoluíram com a expansão da infraestrutura de telecomunicações e ganharam força durante a pandemia do COVID-19, onde boa parte das transações precisam ser feitas por meios digitais. Para Thiago Maceira, managing director no Itaú BBA, todo esse contexto somado a um marco regulatório favorável é benéfico para qualquer perfil de empresas. “Essas inovações permitem que a moça da miçanga consiga vender e ter relacionamento digital com clientes na praia, por exemplo.”

Outra vantagem que os especialistas trouxeram no painel é a adoção favorável dos brasileiros às novas tecnologias e formas de interagir com pagamentos e dinheiro. Eduardo Abreu, vice-presidente de Novos Negócios Visa do Brasil, traz o exemplo dos pagamentos sem contato. “Depois da pandemia, cerca de 50% de todas as transações são feitas via contactless.

Inteligência artificial como oportunidade

Um dos avanços tecnológicos que ganhou destaque no painel é a adoção de inteligência artificial. Segundo Thiago Maceira, do Itaú BBA, o primeiro aspecto adotado pelo mercado foi a eficiência. “A gente usa IA para automação de atividades manuais ou semi-manuais. Estamos nos primeiros ‘2 meses de vida’ da tecnologia e podemos ir mais longe.” Segundo ele, a oportunidade da IA para novos entrantes está na organização de dados e apresentação de insights relevantes. “A inteligência artificial será importante para traduzir em insights informações ou grandes grupos de informações. Isso nos ajudará no acesso a crédito, antecipação de tendências, avaliação de transações, segurança, entre outros fatores.” Além da aplicação preditiva da IA, os painelistas destacaram a aplicação de inteligência artificial para segurança – tema que recebe, há mais de 10 anos, investimentos bilionários por parte da Visa pelo mundo, segundo Eduardo Abreu.

Uma oportunidade que a inteligência artificial traz para os novos entrantes é na redução de fricção e melhoria da experiência dos usuários. Eduardo Abreu destaca que, com um volume de dados gerados em crescimento, é possível aplicá-los em toda a régua de relacionamento com o cliente. “Se usarmos as informações para algo que seja positivo para o usuário, ele vai ver valor. Startups e fintechs podem enxergar essas oportunidades e explorá-las.”.

Uso de dados e parceria com empresas inovadoras

A geração cada vez maior de dados – e seu eventual uso pelas empresas com interface financeira – gera uma responsabilidade maior. “Esse tema será muito importante em companhias de todos os portes: como o que você faz com os dados”, diz Thiago Maceira, do Itaú BBA. Por outro lado, iniciativas como open banking e open finance tiram o monopólio dos dados das financeiras e dão mais poder de escolha ao cliente. “É legal olhar para esse cenário como uma oportunidade, e não como um problema. Essas novas tecnologias [open finance e banking] não são concorrentes seus. O cenário está aí, nós precisamos saber como aproveitá-lo”, destaca Eduardo Abreu, da Visa.

Com essa abertura de dados, cada vez mais empresas surgem para criar soluções criativas dentro do mercado financeiro. E cabe às grandes organizações abrir espaços para absorver parte dessa inovação. “Se eu tenho uma deficiência aqui e eu vejo uma startup que tem capacidade de fazer mais rápido e melhor, não vou olhar pra ela como uma competidora. Vou vê-la como um parceiro, como oportunidade de investimento”, diz Eduardo Abreu. “Quando começamos o processo de aceleração, há 7 anos, trouxemos negócios nascentes para viver a vida de empresa grande. E tivemos uma troca interessante. Eles aprenderam muito da parte jurídica, financeira. E nós nos contaminamos com essa cultura de pensar diferente e mais rápido.”