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Trabuco, do Bradesco, diz que balança comercial robusta é a atual fortaleza do Brasil

Trabuco, do Bradesco, diz que balança comercial robusta é a atual fortaleza do Brasil

O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, publicou artigo no jornal Estado de S. Paulo, em que aponta a balança comercial como a verdadeira fortaleza da economia brasileira. “É uma de nossas fortalezas para tempos duros ou maduros. Os superávits têm sido contínuos, os recordes, batidos. Mais do que isso, o bom desempenho das exportações brasileiras tem impacto específico no crescimento do Produto Interno Bruto, na criação de emprego e renda, nas reservas internacionais e em tantos outros aspectos da economia”, diz ele.

“O dinamismo do comércio exterior reafirmou-se agora, mais uma vez. De janeiro a agosto, o superávit comercial foi de US$ 62,4 bilhões, o que representou uma alta de 43% em relação a 2022. Há estimativas de que o superávit do ano poderá chegar a US$ 90 bilhões, o maior da série histórica, iniciada em 1989”, aponta.

“A expectativa é de números robustos. Os bons resultados se devem em grande parte ao crescimento do agronegócio, que se firmou como um dos mais poderosos e competitivos do mundo. As exportações do setor cresceram dos US$ 5,3 bilhões em 2002 para US$ 74,3 bilhões no ano passado. Os números não deixam de impressionar: nos últimos 20 anos, as exportações do agronegócio aumentaram 13 vezes”, acrescenta.

No artigo, ele também falou sobre o plano interno. “Os resultados do comércio exterior se inserem no quadro de melhoria das expectativas para a economia brasileira em 2023. Já é praticamente consenso que o PIB deve crescer 3%, bem acima do que se esperava. E a inflação dá sinais de que se manterá estável e os juros apontam para uma taxa de um dígito no ano que vem. Embora discreta e sem euforia, a balança comercial é um componente a mais nesse cenário de aumento das possibilidades de que 2024 seja um ano bem melhor que o projetado. Podemos crescer mais, principalmente como resultado do avanço das medidas fiscais e a redução da taxa de juros”, finaliza.


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